Ao longo dos anos se tem observado em vários países da América Latina, um crescimento geométrico da população carcerária acima do crescimento normal da população. Há muito tempo também temos acompanhado, no Brasil, crescentes números de rebeliões e manifestações de descontentamento e revolta por parte de populações carcerárias com as condições oferecidas por presídios nacionais.

Embora alerte para as causas sociais e econômicas, antigas e profundas dessa situação e, considere a segurança um problema também de cada cidadão, os órgãos do governo nunca deixaram de assumir as suas responsabilidades no combate aos males que encabeçam a lista de preocupações da população.Porém, existem uma série de reformas que necessitam ser implantadas para que o sistema prisional venha a cumprir sua real função: tirar os infratores e marginais de circulação, isolando-os da sociedade, reciclá-los e então, reintegrá-los para que possam exercer novamente o seu papel de cidadãos de direitos e deveres.

Mas, para que isso aconteça, é preciso que se dê condições de reciclagem, em ambientes saudáveis, através de penas alternativas, atenuação de penas para presos que estudam, criação de mecanismos de profissionalização dentro das prisões, acompanhamento de egressos, incentivos fiscais para empresas que contratem ex-presidiários, dentre outras medidas.

Muito se tem discutido sobre este tema, sobre as reformas que devem ser feitas, as medidas a serem adotadas, para que se chegue num consenso e se canalize recursos seguramente para a solução de todos os problemas.

Através deste Seminário de Administração de Presídios, importantes profissionais de notável conhecimento sobre o assunto estarão repassando suas opiniões e experiências vividas, buscando a discussão e uma difusão do tema entre profissionais da Justiça e áreas afins, a fim de se buscar novos mecanismos para a ampliação da eficiência na administração dos presídios.

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